Justiça concede liberdade a 33 torcedores presos por promover brigas em Fortaleza; 49 seguem presos
Prisões ocorreram há quase dois meses. Outos 49 torcedores que participaram de briga generalizada seguem detidos. 115 torcedores de Fortaleza e Ceará são pr...

Prisões ocorreram há quase dois meses. Outos 49 torcedores que participaram de briga generalizada seguem detidos. 115 torcedores de Fortaleza e Ceará são presos após briga generalizada antes de jogo PMCE/Divulgação O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) concedeu a liberdade a 33 dos 82 torcedores presos após entrarem em confronto com rivais antes do jogo entre os times do Ceará e Fortaleza, no dia 8 de fevereiro. O julgamento do habeas corpus foi feito nesta quarta-feira (2). ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ao todo, 47 habeas corpus foram analisados, 54 dias após a prisão. Aos torcedores que tiveram a liberdade restituída foram aplicadas as seguintes medidas cautelares: monitoramento eletrônico com tornozeleira; proibição de acesso a estádios, arenas e sedes de clubes desportivos e torcidas organizadas; comparecimento quinzenal em Juízo para informar as suas atividades; proibição de manter contato com quaisquer investigados e integrantes de determinadas organizadas; recolhimento domiciliar no período noturno, das 21h às 5h; e proibição de ausentar-se da Comarca de origem. Na decisão, o relator do processo, desembargador Eduardo Scorsafava, destacou que os crimes denunciados contra os suspeitos "carecem da gravidade". "Suas possíveis condutas foram reprováveis. Considerando, entretanto, as particularidades do caso concreto, notadamente quanto à análise individualizada da situação de cada um deles, entende-se que a manutenção da prisão preventiva ofende os ditames da razoabilidade e da proporcionalidade, porquanto se apresenta claramente suficiente a aplicação de medidas cautelares", disse o desembargador Eduardo Scorsafava. Pedidos de soltura negados Conforme o Tribunal de Justiça, outros 13 torcedores que tiveram o habeas corpus avaliados seguem presos devido à atuação mais ativa nos atos e em razão de antecedentes criminais; e um deles teve o pedido não reconhecido pelo colegiado. Ainda segundo o órgão, outros 15 pedidos de soltura devem ser julgados pelo Judiciário cearense nos próximos dias. Já os 20 acusados restantes, até o momento, não pediram liberdade. LEIA TAMBÉM: Torcedores de Fortaleza e Ceará presos após briga marcaram confronto pelas redes sociais 82 torcedores presos após briga em Fortaleza são denunciados por associação criminosa, lesão corporal e tumulto 113 torcedores de Fortaleza e Ceará são presos por briga generalizada antes de jogo Denúncia do Ministério Público Torcedores de Ceará e Fortaleza entram em confronto entre de jogo A briga generalizada ocorreu na avenida Osório de Paiva na tarde do dia 8 de fevereiro, antes do início do Clássico-Rei, disputado no Campeonato Cearense. Os grupos rivais se encontraram a caminho da Arena Castelão e entraram em confronto antes do jogo. Dias depois, o Ministério Público denunciou o grupo de torcedores à Justiça por sete delitos, entre eles, lesão corporal e associação criminosa. Conforme o Ministério Público, os 82 torcedores presos vão responder pelos seguintes delitos: artigo 288 do Código Penal Brasileiro (associação criminosa), artigo 129, caput e parágrafo 12º do Código Penal Brasileiro (lesão corporal qualificada), artigo 329 do Código Penal Brasileiro (resistência), artigo 330 do Código Penal Brasileiro (desobediência), artigo 251 do Código Penal Brasileiro (explosão), artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (corrupção de menores) artigo 201, parágrafo 1º, inciso III, da Lei Geral do Esporte (tumulto). Confronto marcado pelas redes sociais Torcedores de Ceará e Fortaleza entram em confronto antes de jogo entre os clubes Reprodução O confronto ocorreu entre torcedores dos grupos denominados “Bonde dos Hooligans (BDH)”, formado por torcedores do Fortaleza, e “Bonde da Aliança Listrada”, composto por torcedores do Ceará. De acordo com o auto de prisão em flagrante do caso, os torcedores haviam marcado a briga com antecedência, por meio das redes sociais. Eles chegaram a informar a cor da camisa que seus membros deveriam usar. Os integrantes do Bonde dos Hooligans (BDH), torcida organizada do Fortaleza, foram vestidos com camisetas brancas; e os integrantes da Torcida Organizada do Ceará (TOC), com camisetas pretas. No local do confronto, nas proximidades da Arena Castelão, onde os dois times estava jogando, os membros das organizadas se agrediram mutuamente, com pedras, pedaços de madeiras, rojões e artefatos explosivo conhecido como "cabeça de nego". Após a chegada da Polícia Militar para conter o tumulto, os membros da TOC fugiram. Já os integrantes da torcida BDH jogaram pedras, pneus e artefatos explosivos, como rojão e “cabeça de nego”, contra a composição. Durante o ataque contra os agentes, um tenente foi ferido no braço e precisou de atendimento médico. Momentos depois a polícia conseguiu conter o grupo e 113 pessoas foram detidas, entre adultos e adolescentes. Dos adultos, 82 foram autuados e tiveram a prisão preventiva decreta. Já contra 27 adolescentes suspeitos de participação no confronto, foram registrados autos infracionais análogos aos mesmos crimes, exceto pelo crime de corrupção de menores, na sede da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Dezenas de torcedores são detidos após confusão antes de jogo entre Fortaleza e Ceará na Arena Castelão Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: ,